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Câmara de Lisboa reconduz atuais presidentes das empresas municipais SRU e EMEL

Em reunião privada, o executivo municipal discutiu e votou, por escrutínio secreto, as propostas da liderança PSD/CDS-PP/IL, sob presidência de Carlos Moedas (PSD), para a administração da SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana e da EMEL – Empresa Municipal de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa, no âmbito do novo mandato autárquico (2025-2029).

A Câmara de Lisboa aprovou esta quarta-feira os novos conselhos de administração das empresas municipais SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana e EMEL – Mobilidade e Estacionamento, decidindo manter os atuais presidentes, respetivamente, Gonçalo Santos Costa e Carlos Silva.

Entre as cinco empresas municipais, a câmara já tinha aprovado em dezembro a nova administração da Carris, que será presidida por Rui Lopo, ficando a faltar a Gebalis – Gestão dos Bairros Municipais e a EGEAC Lisboa Cultura – Gestão de Equipamentos e Animação Cultural.

Segundo a proposta de PSD/CDS-PP/IL, o novo conselho de administração da SRU continuará a ser presidido pelo engenheiro civil Gonçalo Santos Costa,que assumiu a presidência desta empresa municipal em outubro de 2023 na sequência da renúncia de António Lamas.

Gonçalo Santos Costa, presidente da SRU remunerado e em regime de exclusividade, vai contar com Ana Costa Campos como vogal remunerada e Paulo Matos Diogo como vogal não executivo e não remunerado, de acordo com a proposta, que foi viabilizada com 10 votos a favor, quatro abstenções e três votos contra, informou à Lusa fonte do município.

A proposta incluiu ainda a designação da Mesa da Assembleia Geral da Lisboa SRU, sem remuneração, sugerindo como presidente João Contreiras, diretor Municipal de Recursos Humanos, e como secretária Lídia Pereira, diretora do Departamento da Unidade de Intervenção Territorial Ocidental.

Quanto à EMEL, a liderança PSD/CDS-PP/IL propôs que o ex-deputado do PSD Carlos Silva se mantenha na presidência desta empresa, como remunerado e em regime de exclusividade, o que foi aprovado com nove votos a favor, uma abstenção e sete votos contra, segundo fonte da autarquia.

O executivo aprovou também Pedro Sales Vieira como vogal remunerado da EMEL e Ana Carmona Rodrigues como vogal não executivo e não remunerado, assim como a designação de Carlos Reis dos Santos para presidente da Mesa da Assembleia Geral da EMEL e de Ana Rita Sousa, diretora do Departamento de Gestão da Mobilidade, para secretária.

Nas propostas, que ainda têm de ser votadas na assembleia geral de cada empresa municipal, a liderança PSD/CDS-PP/IL refere que “os gestores públicos são escolhidos de entre pessoas com comprovada idoneidade, mérito profissional,competência e experiência de gestão, bem como sentido de interesse público, e eleitos nos termos da lei comercial”.

Com 10 votos a favor, duas abstenções e cinco votos contra, a câmara viabilizouainda a nomeação de Ana Gattini como diretora municipal de Economia e Inovação, substituindo Margarida Figueiredo, e de Margarida Castro Martins, atual diretora do Serviço Municipal de Proteção Civil, como diretora municipal do Ambiente, Estrutura Verde, Clima e Energia, substituindo Catarina Marques de Freitas.

Em comunicado, a vereação do BE disse que votou contra estas nomeações por considerar que “a administração pública deve pautar-se por dirigentes que passam pelo crivo da CReSAP”, para garantir “pessoas mais adequadas para o cargo e com transparência”, acusando a liderança de Carlos Moedas de nomear membros da sua lista nas eleições autárquicas de 2025, como o caso de Ana Gattini, que ocupou o 9.º lugar na lista de PSD/CDS-PP/IL à Câmara de Lisboa “e que ainda não renunciou” ao mandato, criticando também a escolha dos presidentes da SRU e da EMEL.

Nesta reunião, o executivo decidiu submeter à Assembleia Municipal a aprovação da revisão do Plano Plurianual de Investimentos 2026-2030, para assegurar a continuidade de projetos em curso, orçamentados em 2025 e que transitarão para este ano, proposta que foi viabilizada com os votos a favor de PSD/CDS-PP/IL e Chega e a abstenção de PS, Livre, BE e PCP.


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